May 17, 2013
by Pati
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Update…

Um parágrafo para contar que o saldo dos últimos dias aqui nessa família foi: uma otite, uma crise de bronquite, três gripes, roséola e dois molares nascendo. De tudo isso aí só uma gripe foi minha o resto caiu de cheio nas minhas duas baixinhas… Eu estou só o pó. Tenho até medo de dizer que as coisas parecem estar melhorando, porque, sei lá, acho que Murphy me ama. Então, apareço quando voltar a ser uma pessoa que tenha dignidade – leia-se: pessoa que come, dorme, toma banho e acessa internet.

Ah, mas antes de ir preciso compartilhar que a Ana Paula do Colorida Vida fez um podcast super legal comigo e com a Andrea sobre a vida aqui em Gatineau. Passem lá para conferir! Estou me sentindo toda importante, porque adoro o blog e o jeito leve e solto que ela escreve.

Bom final de semana a todos e torçam por mim!

April 23, 2013
by Pati
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Relato de parto da Gabi – Parte II

Veja aqui a parte I do relato de parto.

Depois que cheguei na sala de parto, queria orar. Finalmente ia ver minha filha! Oramos os três, eu o marido e minha mãe. A enfermeira sugeriu que eu tentasse relaxar na banheira de hidromassagem até que a médica chegasse. Eu achei uma boa ideia, ainda tirei a última foto com o barrigão e de lá de dentro da banheira delícia aproveitei para mandar algumas mensagens e ligar para alguns amigos mais próximos (já eram umas onze e meia da noite!) entre as contrações. Enquanto isso o marido foi pedir para trazerem a bolsa da maternidade que eu tinha deixado em casa. Logo deu para perceber que tudo ia ser bem rápido. As contrações ficaram muito mais fortes e ainda mais próximas. Chamei a enfermeira e pedi por uma epidural, já prevendo que o anestesista poderia demorar a chegar. Como eu tive anemia durante a gestação, ela explicou que precisava fazer um exame de sangue antes. Eu disse que não ia dar tempo… Decidi sair da banheira e colher o sangue para agilizar o que pudesse. Foi sair da banheira e as coisas beiraram o impossível. Eu já conhecia aquela dor, sabia que a dilatação deveria estar em uns 6 ou 7 cm. Pedi que ela me examinasse, já que a médica ainda não tinha chegado e ela me falou, “você já está com 6 cm…”.  Ela colheu o sangue a daí em diante eu já estava urrando de dor. Pedia por uma anestesia incessantemente e nada… Nada do resultado do exame de sangue, nada da médica chegar, nada do anestesista! Eu dizia à enfermeira que tudo ia ser muito rápido e que eu até topava assinar um termo de consentimento dizendo que abria mão do exame de sangue. Eu não achava que daria conta do parto sem anestesia…

A médica finalmente chegou para me examinar. Devia ser pouco mais de meia noite e eu já estava com 9 cm. O anestesista chegou logo depois e calmamente começou a organizar os instrumentos na mesinha, um por um na maior lerdeza desse mundo… Juro que se eu pudesse pegava eu mesma aquela seringa e enfiava nas minhas costas. Que desespero! Eu já sabia que precisava ficar paradinha para tomar a anestesia e pedi a ele que esperasse uma contração passar. Foi aí que eu tive uma voltade imensa de empurrar. Comecei a falar: “vai nascer, vai nascer!”. Minha bolsa rompeu , e começei a sangrar também. O anestesista olhou para mim e falou: “bem, meu trabalho aqui acabou, se é hora de empurrar não há mais nada que eu possa fazer, é tarde demais”. Eu queria gritar um “mas eu avisei!” na cara de todo mundo, mas não dava tempo, era hora de fazer a Gabi nascer!

Eu tive uns segundos de desespero de achar que não ia conseguir. Comecei a pensar que ela ia ficar presa também, que não ia suportar a dor… A médica e a enfermeira começaram a falar: “você vai ter a sua filha  e você pode fazer isso. É hora de empurrar!” Pois bem, não tinha mais volta, certo? Tentei ficar na posição mais sentada possível e na hora que as contrações vinham instintivamente eu começava a fazer força. Sei que estavam os quatro comigo na sala: a médica, a enfermeira, minha mãe e o marido, mas nessa hora, todo mundo sumiu. Tive uma consiência corporal tão grande, que não adiantava, eu não ouvia mais ninguém. Eu empurrava na hora de empurrar, respirava na hora de respirar. É impressionante como sabia exatamente o que fazer! Acho que isso foi possível porque eu não estava anestesiada. Empurrei umas três vezes e perguntei se ela estava presa. Todo mundo começou a falar que já dava para ver a cabecinha dela… Senti o tal círculo de fogo na hora de passar a cabeça e depois de mais dois empurrões e ela nasceu! Chegou ao mundo às 00:47, 39 semanas e 3 dias de gestação. Veio direto para o meu colo, antes de qualquer coisa. Tão calminha… Logo começou a procurar o meu peito e já começou a mamar, ali mesmo. Eu estava exausta. Queria abraçar e segurar, mas não conseguia, meu braço não respondia… Eu aproveitei ela lá no meu colo o quanto pude. Só depois de mais ou menos 1:30 é que ela foi ser pesada e avaliada ali na nossa frente, na mesma sala. Esse momento seria perfeito se eu não tivesse que colocar a placenta para fora e levar os pontos! Achei uma tremenda sacanagem a pessoa ter que passar por tudo isso e depois ainda ter q ser costurada logo lá… Disse para a médica: “ah vai, deixa isso aí do jeito que tá, não precisa fazer nada não!”, ela deve estar acostumada às maluquices das recém-paridas, porque me explicou com toda a polidez canadense que não poderia fazer isso, que o resultado não seria legal e que eu ia acabar processando ela depois…

Eu fiquei olhando Gabi ser examinada e comentamos o quanto ela estava calma. Ela nasceu linda e perfeita! Fomos para o quarto por volta de 3 da manhã. Ela dormiu tranquilamente mas eu estava tão cheia de adrenalina que não consegui dormir. Foi a experiência mais intensa de toda a minha vida, eram muitos sentimentos juntos a serem digeridos! Além disso, ainda tinha a dor residual das contrações, algo normal no parto do segundo filho. No hospital tudo correu bem e viemos para casa no outro dia. Não poderia haver data melhor para começarmos nossa vida em família: era meu aniversário!

—–

Algumas considerações:

- Fiquei impressionada como o processo de amamentar a Gabi foi mais simples  e natural do que com a Bella. Eu acho que além de ter a vantagem de ser uma segunda experiência, o tipo do parto influenciou bastante (e a falta de anestesia também). Há uma janela de umas duas horas depois do nascimento em que os bebês estão bem alertas e é nesse momento que é bacana tentar amamentar pela primeira vez. Eu nunca vou me esquecer da cabecinha dela procurando o seio depois do parto e já mamando logo de cara, sabendo direitinho o que fazer!

- A dor é absurda, fora do comum. Mas, se fosse para colocar em uma escala, achei que a dor do expulsivo é menos pior que a dor das contrações já perto da dilatação total.

- Posso falar? Eu me senti bem orgulhosa de mim mesma depois que tudo acabou. Juro que não botava essa fé toda na minha pessoa! Eu queria um parto normal sim, mas nunca pensei que faria isso sem a epidural. E fiz! Definitivamente é algo único, intenso e maravilhoso. Dolorido pacas, mas para mim foi libertador… Para quem realmente deseja e não tem restrições médicas, recomendo fortemente um VBAC! Deu para lavar a alma e resolver todos os meus dramas pessoais com meu primeiro parto. Obrigada meu Deus!

April 22, 2013
by Pati
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Relato de parto da Gabi – Parte I

Quando estava grávida da Isabella, tudo o que eu idealizava era um parto normal. Entendo que o assunto parto rende uma novela, mas vamos deixar as discussões de lado e só esclarecer que era o que eu sonhava para mim. Na hora dela nascer, tudo correu bem até a hora de empurrar: a Bella ficou presa e acabei precisando fazer uma cesárea de emergência. O relato do parto dela está aqui no meu antigo blog. A cesárea trouxe para mim tudo aquilo que eu não queria: uma recuperação lenta, mais tempo no hospital e o pior, a impossibilidade de ficar junto com ela logo depois que ela nasceu. Durante um ano eu me culpei pelo parto. Achava que não tinha empurrado o suficiente, que poderia ter feito algo, sei lá. Só depois de uma consulta com uma quiroprata é que descobrimos que uma queda que tive na gestação gerou um mal posicionamento de alguns ossos no meu assoalho pélvico. Deu para ver porque ela tinha ficado presa, não passaria mesmo um bebê por lá… Eu fiz um tratamento e voltei a sonhar com um parto normal no futuro.

Pois bem, engravidei novamente e comecei a ler o que podia sobre VBAC (parto normal após cesárea). Conversei bastante com a minha médica  e no fim acabei optando por agendar a cesárea para a data em que completava 40 semanas, por dois motivos: depois de uma gestação cheia de inconvenientes, minha família vinha fazendo uma certa pressão para que eu fizesse uma nova cesárea. Além disso, depois da data prevista do parto, não seria possível fazer uma indução. Ou eu entraria em trabalho de parto naturalmente, ou iria para uma cesárea de qualquer forma. No fundo eu sentia que Gabi não ia esperar até lá. Então pensei, “bem, eu marco a cesárea, mas se minha intuição estiver certa, ela vem antes e eu tento o parto normal”. Me lembro de orar e dizer a Deus como é que eu sonhava com o meu parto. Eu queria colocar a minha filha para fora. Depois de tanto sufoco na gestação, era questão de honra. Como dizem, eu queria ser protagonista do meu parto. No fim, entreguei nas mãos de Deus e disse que confiava que Ele faria o melhor para nós duas.

E assim o final da gestação foi seguindo. Desde as 30 semanas eu tinha muitas contrações, bem diferentes das de Braxton Hicks. Doloridas, ritmadas e muito próximas de um indicativo de trabalho de parto. Depois de várias idas ao hospital, uma internação e algumas injeções para amadurecer os pulmões da Gabi por conta do risco de parto prematuro, descobri que eu tinha uma condição chamada útero irritável (tradução livre) que me fazia ter tantas contrações assim. Bem desconfortável, mas paciência.

No domingo de Páscoa, fomos à igreja e depois tínhamos um almoço na casa de alguns amigos. Eu estava pra lá de cansada e as tais contrações me incomodando. No fim da tarde achei melhor irmos todos para casa, precisava realmente deitar. À noite como não melhorava, decidi ir até o hospital para dar uma monitorada na Gabi só para ver como iam as coisas. Eu não tinha como distinguir o que poderia ser um trabalho de parto porque essas eram as mesmas contrações que vinha tendo há meses! Então colocamos Isabella na cama e fomos. Nem bolsa de maternidade eu levei. Chegando lá, minha dilatação tinha aumentado um pouquinho desde o meu último exame: estava em 2.5 cm. Como as contrações ainda estavam espaçadas (6 a 7 minutos) a enfermeira sugeriu que eu desse uma volta no hospital e voltasse depois de uma hora para ela me reexaminar. Se algo tivesse progredido poderia ser um trabalho de parto… Eu ainda pensei em ir para casa e voltar depois se algo acontecesse, mas como bem disse minha mãe, eu já estava lá mesmo…

Na caminhada pelo hospital elas começaram a ficar bem mais fortes e mais próximas, vindo a cada 2 minutos. Aí eu já precisava parar e me abaixar cada vez que elas vinham. Estávamos usando um app para contar as contrações e o marido já sabia prever quando viria a próxima, de tão certinhas que estavam. Eu ainda me recusava a acreditar. Ele falava: “é hoje! Ela nasce hoje!” E eu dizia, é, vamos ver… Acabamos voltando para o reexame às 23h e enfim a enfermeira falou as palavras que eu esperava ouvir a muuito tempo: “Você está em trabalho de parto! 4cm de dilatação!” Eu me lembro de soltar um “iupi!!!” e dizer um “vamos nessa!” antes de irmos para a sala de parto.

Continua…

April 11, 2013
by Pati
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Para Gabi


Foto de Betty Lee, você com 6 dias de vida :)

Há algo de muito precioso e único nos primeiros dias de um recém-nascido em casa.  Há algo de muito precioso e único nos seus primeiros dias aqui. Há algo mágico nas suas carinhas e boquinhas, no seu chorinho delicado, nos movimentos deliciosamente descordenados, no cheirinho de gente nova. É amor demais poder dar de mamar e ver você bêbada de leite no final, de bariguinha cheia de satisfação. Você dorme tanto que dá até preguiça e eu aproveito toda essa moleza para dar muito colo e dormir com você. E como não falar dessas primeiras semanas em que tudo é incrivelmente minúsculo? Mini pezinhos e mãozinhas, olhinhos espertos e narizinho empinado. Filha, você é um encanto! Esses dez dias com você aqui foram tão intensos que fica difícil descrever em palavras. Mamãe está cansada, mas está tão feliz de finalmente ver você aqui fora! A sua gravidez foi marcada por inconvenientes e pequenos problemas. No fim, meu milagre maior tem sido ver você bem, saudável e confortável aqui no meu colinho.

Sua irmã tem tido um carinho imenso com você. Adora dar beijinhos, trazer a chupeta e examinar curiosamente cada pedacinho seu. Quer pegar no colo e não pode ver você chorar. Ela tem exigido mais atenção e assim como todos nós, está se adaptando à nova realidade de irmã mais velha. E como ela parece enorme depois que você chegou! É como se ela tivesse sido automaticamente promovida ao posto de criança grande. Você não se parece muito com ela. A Bebella lembra muito o papai e você puxou mais ao lado da mamãe. Para ser bem sincera, você me lembra o seu avô! E tem sido muito especial ver um pouco dele em você, já que ele faleceu no ano passado e mamãe ainda sente muita saudade.

Você já mostra sinais de uma personalidade diferente também. Sua irmã é intensa, você é delicada. Ela é fogo, você é água… Dois jeitos diferentes de ser e como eu imaginava, meu amor não precisou se dividir, meu coração aumentou! Obrigada filha, por ter vindo e ter feito tanta diferença na nossa família, mesmo sendo esse pedacinho de gente. Obrigada por estar aqui  e obrigada por ser você. Eu quero que o tempo passe devagar para poder aproveitar cada instante seu, mas também mal posso esperar para viver toda a história que construiremos juntas pela frente… Te amo!

soparacontar

March 28, 2013
by Pati
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Quase lá…

Ando em dias de recolhimento. Tão pertinho para conhecer minha segunda menina, eu me pego olhando para dentro. E se olho para fora, meu olhar não vai muito longe, e vejo dois bracinhos que alcançam a altura da minha barriga pedindo colo. A minha menina grande me alerta que não posso ficar instrospectiva o tempo todo. Então fico assim, dividida, olhando para o meu milagre aqui fora e esperando pelo meu milagre daqui de dentro. São os últimos dias e eu sei que qualquer hora é hora. Mas eu sei também que Deus tem a hora certa, que logo vai chegar…

Estou absurdamente grávida. Barrigudíssima, lenta, e com todos os desconfortos que um final de terceiro trimestre trás. Mas agora falta pouco, muito pouco. Ainda bem! E que se comece mais um ciclo na nossa família, um novo capítulo e uma nova fase. Vem, bebê, vem! Quem sabe não é um “Easter Baby” que vem chegando?

Aguardem notícias…

 

[Imagem: sxc.hu]

brincandoeaprendendo

March 20, 2013
by Pati
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Brincando de casinha!

Eu ando toda faceira me engraçando com a máquina de costura e queria fazer alguma coisa para minhas meninas. Vi uns projetinhos super legais e deixo algumas ideias aqui! Para quem não tem máquina mas tem paciência, muita coisa dá para fazer na mão ou usando cola quente…

 

IVI Play Rugs: Playing FamilyUma casa de bonecas em forma de tapete… Genial! [Daqui]

Ainda em casas de bonecas – essa é de tecido e portátil. [Tutorial aqui]

Uma versão em feltro para o sr cabeça de batata [daqui]

image from www.flickr.com
Lindas casinhas de tecido! [Daqui]

soparacontar

March 13, 2013
by Pati
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Sobre os preparativos


[imagem daqui]


Dentre as coisas que queria ver acontecendo antes do parto eu tinha uma lista de preparativos para a Isabella com a chegada da irmã. As coisas estão evoluindo e queria compartilhar quais foram as escolhas por aqui. Até porque eu sei que há mais empolgadas para engravidarem do segundo e outras mães de dois por aí, então, deixem seus pitacos!

- Desfralde e mudança para a cama: decidi esperar. Acho que seria muita mudança para uma criança que acabou de completar dois anos. Ela está indo muito bem no berço e baby deve ficar no nosso quarto no começo, então, nada de pressa. A cama está lá, montada e esperando por ela, mas por enquanto ela parece estar muito bem onde está. O mesmo com a fralda, não queria que ela tivesse tantas fortes emoções ao mesmo tempo e confesso que eu não estou a fim de lidar com um recém-nascido e todo o percurso do desfralde ao mesmo tempo. Então este assunto ficou em suspenso.

- Definição clara das regras da casa: com a chegada dos dois anos e Isabella cheia de novidades e novas vontades a cada dia, venho repetindo e ensinando ad infinitum como é que as coisas funcionam por aqui. A ideia é que ela tenha muito claro na cabecinha dela o que pode e não pode na nossa família, e que nada disso vai mudar com a chegada da irmã. Então é assim: alguns dias são bem fáceis e falar basta. Em outros ela parece estar com TPM em nível máximo e rolam muitos castigos, choros incontroláveis, e alguns shows que plateia nenhuma deveria ver. Mas no geral acho que ela está indo bem e crescendo igual pão com fermento. Até hoje fico olhando e pensando… Gente, mas era uma minhoquinha outro dia! De onde saiu isso?!

- Comprar um carregador de bebê decente e um carrinho duplo. Com a Isabella compramos um canguru que foi caro e era… Uma porcaria. Era complicado de vestir e dava uma baita dor nas costas! Desta vez fiz o dever de casa e depois de muita pesquisa escolhi esse aqui, espero estar acertando. Não me dei muito bem com os slings, então acho que essa será a nossa melhor opção. Eu preciso ter as mãos livres e tenho fé que a pequena vai ficar aí em paz aconchegada um tempo me liberando para ficar um pouquinho mais com a Bella. Para o carrinho duplo, sei que no Brasil não faz muito sentido, mas aqui é bastante comum: as crianças usam carrinho até mais tarde e sem babá ou empregada, quando for sair sozinha com as duas vou precisar de algo desse tipo. Escolhi um esportivo, que dá para usar para correr com um ou dois bebês e ainda serve como trailer de bicileta (para o papai). Sim, eu estou sonhando que vou conseguir sair para correr e estar inteira para o projeto casório da irmã em agosto no Brasil. Então sonhem comigo e me digam que vão rolar muitas corridas no verão!

- Para o grande dia no hospital, Isabella vai ganhar um presentinho da irmã. Também já está combinado com o marido: quando ela for conhecer a Gabi pela primeira vez (e rever a mamãe!), quero estar com as mãos livres, sem estar amamentando ou com Gabi no colo, para assim poder apresentar a Bella para sua grande companheira de aventuras.

- Para depois do nascimento, tudo ainda é um mistério, porque tudo vai depender de como será a Gabi, mas deixei preparadas algumas atividades diferentes para fazer com a Isabella. A ideia é ter algumas cartas na manga em brincadeiras estimulantes (viva o Pinterest!) que faremos pela primeira vez para dar a ela um senso de que, apesar de tantas mudanças, ainda temos nossos momentos de diversão e aprendizado juntas. A vantagem é que será verão e é muito mais fácil ter coisas para fazer nessa época do ano ao ar livre.

E aqui sigo eu, em clima de contagem regressiva!

achaditos

March 11, 2013
by Pati
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Banho divertido

Isabella adora desenhar e aqueles giz de cera para o banho são uma sensação por aqui. E eis que estou por aí no Pinterest e vi essa ideia super legal: um jeito muito simples de fazer giz para banho com sabonete de glicerina, corante alimentício e essência. Os que eu tenho nem são perfumados e imagino que ao fazer até que dê para pular essa parte, mas imagina que delícia acrescentar um perfuminho diferente em cada cor? Estou louca para testar, aqui já tenho óleos essenciais de lavanda e eucalipto. O passo a passo está aqui (em inglês) e é muito simples. É só derreter sabonete de glicerina por alguns segundos no microondas, adicionar uma gotinha de essência e misturar o corante. Depois basta colocar a mistura nos moldes: podem ser cubos de gelo, moldes de gelatina, ou até moldes de giz mesmo. Ao retirar dos moldes, dá para enrolar o giz em um pedaço de filme plástico para evitar que as crianças terminem o banho de mãos coloridas (se isso for um problema). Et voilà! Depois de endurecer, estão prontos para um dia de banho divertido…

[imagem do tutorial, daqui]

dicadodia

March 6, 2013
by Pati
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Organizando os brinquedos

Sabe siricotico? Aquele que bate forte no final da gravidez e dá uma vontade doida de sair arrumando tudo? Eu estou nesse estado. Não é um bom momento porque a médica pediu repouso, mas estou me coçando para tentar organizar os armários e várias coisinhas da Isabella antes da chegada da irmã. Bem, estou tentando fazer o que dá bem lentamente, sem carregar peso, um pouquinho por vez (viu família, não precisam se preocupar!). Bem, uma das coisas que eu PRECISAVA resolver era a organização da sala e os brinquedos da Isabella. Explico: nossa casa tem dois andares. Os quartos em cima, sala e cozinha embaixo. Assim como a Rita, eu não gosto de deixar Isabella sozinha, então como passo muito tempo no andar debaixo, criei uma área de brincar para ela por lá na sala mesmo. Começou com um cercadinho (ou melhor, cercadão) como esse aqui, que super recomendo. O espaço com os brinquedos ficava bem delimitado, eu podia entrar e brincar com ela lá dentro e tinha um tapete de EVA no chão. Mas agora ela já tem dois anos e vários brinquedos foram perdendo a graça, e os interesses dela foram mudando. Ela está em uma fase em que adora desenhar, pintar, brincar com massinha, fazer crafts (oba, estou adorando essa fase!). Então repensei como seria a nova organização por aqui. Eis como ficou:

- O cercado foi desmontado. Provavelmente vou precisar dele novamente durante a fase de engatinhar da Gabi, mas penso em montar no subsolo (aqui chamamos de basement). Como compramos a casa nova, essa parte não está finalizada e queremos fazer isso esse ano, criando uma brinquedoteca para as meninas lá embaixo.

- No lugar do cercado entrou uma mesa de criança, com duas cadeiras, papel, giz de cera e o espaço das massinhas. Escolhemos uma de madeira que tem a altura dos pés ajustável, então acho que vai servir por uns bons anos. Esta mesa também deve ir para o basement quando a brinquedoteca delas estiver pronta. Mantive o EVA embaixo da mesa para proteger o piso, porque Isabella agora passa um tempão lá.

[imagem daqui]

- Escolhi uma estante para a sala (há tempos estava namorando) como essa aqui. Acho que quase todo mundo aqui no Canadá deve ter uma igual (e viva a Ikea!), mas ela é muito prática e me permitiu organizar os brinquedos que mantive na sala. Decidi fazer rotação de brinquedos: guardei os que eram de bebê e vão ficar para a irmã, e dividi o restante. Coloquei quatro cestos nos nichos da prateleira com alguns brinquedos, separados por categorias, que ficam fora da vista, mas ao alcance dela. Assim ela tem alguns para brincar enquanto está na sala e o restante guardei. A ideia é ir trocando de tempos em tempos, porque o que acho é que um monte de brinquedos misturados não estimulam a brincadeira de ninguém.

[imagem daqui]

- No quarto dela, mantive os livros, que ficam em uma estante de criança, bem baixinha, ao alcance dela. Aqui não rola encher o quarto de brinquedos por dois motivos: ela precisa brincar por perto porque não quero ela sozinha no quarto sem supervisão, e também porque agora o quarto vai ser compartilhado com a irmãzinha. Então lá é lugar de dormir, e de atividades mais calmas (daí os livros).

Estou gostando da nova disposição dos brinquedos. Com o fim do cercadão, a sala perdeu a cara de creche. Os brinquedos ficam escondidinhos dentro do cesto e aos poucos ela está aprendendo a guardar as coisas nos lugares corretos depois de brincar. Ainda queria separar os brinquedos que guardei em categorias, colocar em umas caixas de plástico, mas não sei se vai dar tempo. Preciso arrumar todos os closets e separar o que vai para doação e o que fica. E vocês, têm dicas para organizar os brinquedos por aí?